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A
busca pela felicidade é uma atitude recorrente em nossas vidas. Fazemos (quase)
tudo para realizar velhos sonhos, conquistar espaços, buscar reconhecimento,
suprir carências – enfim, ser felizes. Mas há o reverso da moeda: para muita
gente, atingir tal estágio virou uma espécie de dolorosa obrigação. Esse fenômeno
inusitado, apontam os especialistas, deve-se principalmente às imagens de
felicidade ideal produzidas pela chamada indústria do consumo. Elas nos induzem
a estados de alegria, mesmo que estejamos tristes, insatisfeitos com nosso
trabalho, nossas vitórias, nossa vida.
Uma definição de felicidade
"Felicidade é um processo, e
não um lugar
onde finalmente se faz nada.
Fazer nadano paraíso não traz felicidade, apesar de
ser o sonho de tantos
brasileiros"
Todas as
profissões têm sua visão do que é felicidade. Já li um economista defini-la
como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos. Para os monges
budistas, felicidade é a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda
definem felicidade como "estar bem consigo mesmo", "fazer o que
se gosta" ou "ter coragem de sonhar alto". O conceito de
felicidade que uso em meu dia-a-dia é difícil de explicar num artigo curto. Eu
o aprendi nos livros de Edward De Bono, Mihaly Csikszentmihalyi e de outros
nessa linha. A idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos, ambições e
desafios que podem ser definidos como o mundo que você quer abraçar. Ser rico,
ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar-se com um príncipe encantado,
jogar futebol, e assim por diante. Até aí, tudo bem. Imagine seus desejos como
um balão inflável e que você está dentro dele. Você sempre poderá ser mais ou
menos ambicioso inflando ou desinflando esse balão enorme que será seu mundo
possível. É o mundo que você ainda não sabe dominar. Agora imagine um outro
balão inflável dentro do seu mundo possível, e portanto bem menor, que
representa a sua base. É o mundo que você já domina, que maneja de olhos
fechados, graças aos seus conhecimentos, seu QI emocional e sua experiência.
Felicidade nessa analogia seria a distância entre esses dois balões – o balão
que você pretende dominar e o que você domina. Se a distância entre os dois for
excessiva, você ficará frustrado, ansioso, mal-humorado e estressado. Se a
distância for mínima, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem
espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o
que se quer ter.
O
primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho de sua
ambição. Essa história de que tudo é possível se você somente almejar alto é
pura balela. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas.
Querer ser presidente da República é um sonho que você pode almejar quando
virar governador ou senador, mas não no início de carreira. O segundo passo é
saber exatamente seu nível de competências, sem arrogância nem enganos, tão
comuns entre os intelectuais. O terceiro é encontrar o ponto de equilíbrio
entre esses dois mundos. Saber administrar a distância entre seus desejos e
suas competências é o grande segredo da vida. Escolha uma distância nem
exagerada demais nem tacanha demais. Se sua ambição não for acompanhada da
devida competência, você se frustrará. Esse é o erro de todos os jovens
idealistas que querem mudar o mundo com o que aprenderam no primeiro ano de
faculdade. Curiosamente, à medida que a distância entre seus sonhos e suas
competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge frustração, e não
felicidade.
Quantos
gerentes depois de promovidos sofrem da famosa "fossa do
bem-sucedido", tão conhecida por administradores de recursos humanos?
Quantos executivos bem-sucedidos são infelizes justamente porque "chegaram
lá"? Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido logo ficam
entediadas, estacionadas, frustradas e não terão a prometida felicidade. Essa
definição explica por que a felicidade é tão efêmera. Ela é um processo, e não
um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no paraíso não traz
felicidade, apesar de ser o sonho de tantos brasileiros. Felicidade é uma
desconfortável tensão entre suas ambições e competências. Se você estiver
estressado, tente primeiro esvaziar seu balão de ambições para algo mais
realista. Delegue, abra mão de algumas atribuições, diga não. Ou então encha
mais seu balão de competências estudando, observando e aprendendo com os
outros, todos os dias. Os velhos acham que é um fracasso abrir mão do espaço
conquistado. Por isso, recusam ceder poder ou atribuições e acabam infelizes.
Reduzir suas ambições à medida que você envelhece não é nenhuma derrota
pessoal. Felicidade não é um estado alcançável, um nirvana, mas uma dinâmica
contínua. É chegar lá, e não estar lá como muitos erroneamente pensam. Seja
ambicioso dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos
quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. Mantenha
sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard
Para
Stephen Kanitz, colunista de VEJA, ser feliz é tentar alcançar os próprios
sonhos – e fazê-lo com a consciência das limitações que cada um de nós tem
nessa empreitada. Kanitz também recorre a balões como metáforas da alegria e,
como exemplos a ser repensados, cita jovens que querem salvar o mundo
prematuramente e executivos que sofrem da “fossa do bem-sucedido”.
Vamos discitir o conceito de "Felicidade" e perceber o quanto ele muda ao longo do tempo. Essa atividade será marcada por muitas perguntas! Fiquem atentos, pois uma pergunta, às vezes, vale muito mais que uma resposta! Vamos à filosofia!!
Gostei das abordagens que vc traz sobre o tema citado,e deixo a minha contribuição, declarando que as pessoas atrelam a felicidade às circunstâncias e/ou às pessoas.Enquanto estivermos percorrendo por estas veredas,estaremos mais sujeitos às desilusões ou à fugacidade de sermos felizes.
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